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sexta-feira, 26 de julho de 2013

História do Farol do Mucuripe


“Farol do Mucuripe”

Numa torre de pedra, ao lado do oceano,
Como pingo de luz queimando a noite fria,
O farol a brilhar é grito sobre-humano
De alarma e de esperança aos veleiros sem guia.

Atento olhar da terra observando o mar,
Que expressão de temor em sua luz existe!
Quem o vir da terra há-de um astral julgar,
Mas visto do alto mar imita um círio triste.

Quando todo rumor das ondas silencia
E o negrume sem fim envolve céus e mar,
Parece que o farol em solidão vigia
As dores dos que estão na água a penar...

Farol! Aflita luz de esperança repleta
Que, em Mucuripe, ao pé das ondas bruxuleia,
Estais sempre a lembrar-me um solitário poeta
Que, de longe, acompanha a desventura alheia.

Autor: Jornalista e jurista cearense José Pires de Sabóia Filho.

              É uma construção feita em estilo barroco de alvenaria, madeira e ferro, em formato octogonal, com mão de obra escrava, conhecido em sua época como o velho olho do mar, este  foi o primeiro farol construído no Ceará.
Em 17 de Agosto de 1826, Dom Pedro I aprova o plano do Farol do Mucuripe e em 3 de novembro do mesmo ano abre o edital de concorrência, o projeto foi elaborado por Conrad Jacob de Niemeyer em 1828 e aprovada 1829.
Em 01 de Maio de 1840 foi iniciada a construção sendo finalizado em 17 de novembro de 1846, foi construído pelos engenheiros Júlio Álvaro Teixeira de Macedo e Luís Manoel de Albuquerque Galvão e pelo maquinista Trumbull(Truberel), ainda em 1846 foi danificado por um incêndio, passando por reformas em 1872.
Começou a funcionar no dia 29 de Julho de 1871, mas sua inauguração se deu em 29 de Julho de 1872, o primeiro faroleiro foi João Rodrigues de Freitas.
Foi desativado em 1957/58 foi desativado por ter se tornado obsoleto, sendo neste mesmo período inaugurado um novo farol.
Em 12 de Dezembro de 1959 ele é entregue ao serviço de patrimônio da união durante a semana da marinha.
Em 25 de junho de 1971 a capitania dos portos doa-o para a prefeitura de fortaleza e transforma-se no museu do jangadeiro.
Foi Recuperado no Início da Década de 80 (1981/1982)


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