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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Purifiquemo-nos de Toda Impureza.


“Tendo, pois ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus”.

 II Co 7.1 A


Introdução



    O Senhor deseja que nós nos purifiquemos de toda a impureza, mas o que vem a ser impureza? Segundo o Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa impureza é a “qualidade do que é impuro, do que está falto de pureza, do que contém princípios impuros/ Estado ou qualidade do que se acha misturado com substâncias estranhas | Falta de limpeza, de asseio; sordidez.”, ou seja, impurezas são substancia estranhas ao meio ao qual elas estão inseridas, por exemplo, a água que nos bebemos, ela deve ser sem cheiro e sem cor, se ela tiver cheiro ou cor é por que está água é impura, ela não tem pureza, ela esta misturada com outra substância que não deveria estar lá, trazendo para o contexto religioso no qual estamos inseridos, impureza é a mistura de coisas que agradam a Deus com as que o desagradam, é quando você e eu, que já aceitamos a cristo, deixamos de agradar a Deus lutando contra nossos pecados para agradar aos nossos próprios desejos, por isso devemos ter muito cuidado com nossos atos e pensamentos para que não nos tornemos impuros diante do nosso Deus, para entendermos melhor vejamos o que a bíblia nos fala sobre as impurezas tanto da carne como do espírito.

As Impurezas da Carne


    Em Romanos 3:23, o Apostolo Paulo nos informa que todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, todos os homens e mulheres que já passaram por está terra, com exceção de Jesus, pecaram e todos os que ainda hão de passar também pecarão, pois o ato de pecar está entranhado em nossa carne por causa da natureza caída do homem, ou seja todos já nascem com está inclinação ao pecado. Deus, por muitos nos amar, encontrou uma forma de refazer a aliança quebrada no éden pelo homem, uma forma de nos limpar, de nos purificar de todas estas substancias estranhas que estão dissolvidas em nosso ser, e esta aliança foi selada com o sangue de Jesus Cristo derramado na cruz, nos dando assim força para nos libertar da escravidão do pecado, não nos livrando completamente de todos os desejos, visto que ainda estamos neste corpo corruptível, mas nos dando poder e graça para que lutemos contra o pecado e tenhamos uma vida em santidade na sua presença, nos desviando do mal e lutando contra os desejos pecaminosos que possam vir a nascer em nossos corações.      
     A nossa natureza pecaminosa nos leva a praticar atos que nos tornam impuros diante do nosso Deus, são estes atos que fazem separação entre nós e Ele, como está escrito no livro do profeta Isaías 59:2 “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”. Amados irmãos tenhamos a certeza que por nós mesmos somos incapazes de agradar e fazer a vontade de Deus, e é somente através da ação do Espírito Santo em nossas vidas que seremos capazes de limpar de nosso ser toda a impureza tanto da carne quanto do espírito, ore e lute para que o sacrifício de cristo na cruz não tenha sido em vão para sua vida, Deus já fez a parte dele nos tornando limpos de toda nossa impureza no momento em que aceitamos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas, ele nos limpa por completo, mas nos temos a obrigação e o dever de nos mantermos limpos diante do nosso Deus, limpando tanto nossa carne como nosso espírito no temor do Senhor, nos desviando de tudo o que o desagrada. 
    
     A pratica do pecado viola o nosso corpo, violar no sentido de profanar, pois sabemos que o nosso corpo é templo e morada do Espírito Santo, como nos assegura o apostolo Paulo em 1 Co 6.19, o pecado torna nosso corpo impuro, o senhor nos chamou não para vivermos na pratica do pecado, nem para sermos coniventes com ele, mas para andarmos em santidade, para sermos sacerdotes do Deus altíssimo como nos fala o apostolo Pedro em 1Pe 2.9 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido...” Mas quais são estes pecados que tornam o nosso corpo impuro? Todo o pecado que é feito através de meio físico ou todo pecado que nós venhamos a consumar deixa nosso corpo impuro, impróprio para a ação do Espírito Santo de Deus. Amados irmãos o desejo de nosso Deus é que sejamos puros, como nos instrui o apostolo João em sua primeira epístola no capitulo 3 verso 3 "E qualquer que nEle tem esta esperança purifica-se a se mesmo, como também Ele é puro." não que tenhamos capacidade de nós mesmos nos purificarmos por completo, mas certamente temos em cristo Jesus força para abandonarmos todos os atos que desagradam a Deus, nos limpando de toda a impureza afim de agradar o nosso amado mestre Jesus.

                         As Impurezas do espírito


     As impurezas do espírito são aqueles pecados cometidos na esfera do coração muitas vezes o homem consegui controlar seus atos por temer a Deus ou vergonha da sociedade, mas ainda não tem a consciência de que seus pensamentos e desejos tem o mesmo peso do pecado consumado fisicamente. No Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus no capitulo 15 verso 11,19 Ele nos diz que “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”. Meus amados não se enganem todo pecado se inicia no coração do homem, por isso devemos limpar o nosso espírito para que venhamos a proceder bem, talvez você esteja se perguntando o porquê de vir pensamentos impuros ou desejos impuros no seu coração se já aceitou a cristo como Senhor e Salvador de sua vida. Há verdade é que enquanto vivermos nesta terra com este corpo corruptível nunca estaremos totalmente livres dos desejos e dos pensamentos que desagradam a Deus e não podemos impedir que eles venham, todavia não devemos alimentá-los para que eles não venham nos consumir e nos escravizar mais uma vez no julgo do pecado. A única forma de vencermos estes desejos é através da ação do Espírito santo em nossas vidas, podemos comparar de forma grotesca esta ação como a reação causada na água de uma piscina quando colocamos cloro nela, ao colocar cloro em uma piscina após um dia inteiro de uso o efeito esperado é que toda a sujeira da piscina se precipite no chão não mais estando dissolvida em toda água, quando aceitamos a cristo e deixamos o Espírito Santo agir ele fará em nós o mesmo que o cloro faz na água da piscina, toda a sujeira diluída em nosso ser será facilmente identificada e facilmente poderemos nos limpar e nos tornarmos puros para o nosso Deus. Saibamos que os pecados da alma são tão ou até mais perigosos do que os pecados consumados fisicamente, pois os pecados do coração somente Deus e nós podemos contemplar. Não permita que em seu coração nasça os frutos da Inveja, contenda, maledicência, adultério, fornicação, mentira, fofoca, irá e muitos outros que sabemos que desagradam a Deus. Guarde o seu coração para que ele não se contamine com coisas que desagradam a Deus e se por algum motivos você estiver com a sua alma impura reconcilie-se o quanto antes com Deus e peça para que Ele lhe ajude a vencer estes desejos pois é somente através da ação do Espírito Santo que o homem é capaz de vencer e abandonar o pecado. Não se esqueça, “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.” Lucas 6:45. 

 Dc Jonas Rocha
 AD Serviluz   

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Éfeso, a Igreja do Amor Esquecido

Aula 3

Leitura Biblica em Classe

A leitura biblica em classe está na Epistola de Apocalipse capitulo 2:1-7 onde descreve as revelacões tidas por João, em que Jesus exorta a igreja de Éfeso. Antes de iniciarmos o estudo desta liçãoo é necessario que tenhamos algums conhecimentos basicos para que possamos compreender a carta a igreja de Éfeso.

1. Historia, geografia e religiao da Cidade de Éfeso
2. A origem da Igreja de Éfeso
3. Anjo da Igreja, As sete Estrelas e os Os Sete casticais de ouro
4. Nicolaitas

Hitória
A origem da cidade de Éfeso
A cidade de Éfeso foi fundada pelos Jonios1, povo que habitou a Ásia Menor, estabelecendo-se em Halicarnasso e Esmirna, entre os séculos XII e X a.C., Chegaram a criar uma liga intitulada de Liga Jônia, que congregava as cidades de Éfeso, Samos, Priene, Colofón, Clazómenas, Quios, Mileto, Teos, Mionto, Lebedos, Foceia e Eritras. Já no século VI a.C. a dominação imposta pelo Império Persa causou insatisfação e gerou uma revolta que teve como consequência as Guerras Médicas.
Contexto geopolítico
No período em que João escreveu a epístola de apocalipse, no final do primeiro século D.C, éfeso era a quarta maior cidade do Império Romano e centro administrativo da província da Ásia.
Religião
Em éfeso havia um grande templo, o templo da deusa Ártemis de Ephesus2, deusa da fertilidade "que toda a Ásia e o mundo" adoravam (Atos 19:27). Conhecida como Ártemis pelos gregos e Diana pelos romanos, a deusa tinha uma seita de seguidores que praticavam a magia e a astrologia.
A igreja de Éfeso
Inicio da Igreja.
A igreja de éfeso foi fundada pelo Apostolo Paulo,por Áquila e Pricila quando da segunda viagem missionaria do Apostolo Paulo, como verificamos em At. 18:19,20.
Pastores da Igreja de Éfeso
Na terceira viagem missionaria do Apostolo Paulo, este permaneceu em éfeso por quase 3 anos, neste periodo o evangelho se difundiu por toda a Asia menor (At. 19:10), depois do Apostolo Paulo, Timóteo pastoreou a igreja por algum tempo (1 Tm 1:3), o Apostolo Joao tambem viveu um tempo em éfeso apos ser liberto da sua prisão na ilha de Patmos, segundo Irineu e Eusébio de Cesaréia apos a morte do Apostolo Paulo aquela éfeso passou a ser pastoreada por João, o evangelista.
Nos primeiros anos do século II, Inacio, bispo de antioquia escreveu uma extensa carta à igreja de Éfeso elogiando-a pela unidade e conduta cristã irrepreensivel e por viverem em amor e harmonia sob a liderança do bispo Onésimo.
O Anjo da Igreja, As Estrelas e os castiçais
Há muitos questionamentos em relação ao anjo da igreja citado nas cartas as 7 igrejas da Asia, uns afirmam que estas cartas foram realmente destinadas a anjos, no sentido literal da palavra, outros acreditam que os anjos citaddos nas cartas na verdade são os pastores das igrejas, que são mensageiros da palavra de Deus em suas repectivas igrejas, para nosso estudo adotaremos esta segunda linha de pensamento, que acredita que as cartas as igrejas da Asia foram destinadas para os pastores das mesmas, homens como nós, e não para seres espirituais, os anjos.
As estrelas relatadas na epistola de apocalipse são os anjos da igreja e os castiçais simbolizam as igrejas.
Os Nicolaitas
Nicolaíta em grego é composto de duas palavras: “Nikao” que significa “Conquistar” e “Laos” que significa “Povo Comum”. Então Nicolaítas vem a ser: “Aquele que conquista ou domina o povo comum ou leigo”.
Três opiniões sobre esta pergunta se restringem ao campo das conjeturas, porquanto no Apocalipse os detalhes são escassos. Primeiro, na igreja primitiva Irineu ensinava que os nicolaítas eram seguidores de Nicolau, um convertido ao judaísmo que fora designado diácono (At 6.5). Em segundo lugar, outros vêem tais pessoas como sendo gnósticas, seita que procurava infiltrar-se nas igrejas. Por último, com base na exegese, ainda outros asseguram que os nicolaítas eram pessoas que seguiam os ensinamentos dos falsos apóstolos e de Balaão. Esse pressuposto desfruta de mérito, pois em estilo tipicamente hebraico João escreve na forma de paralelismo para realçar um ponto. Os falsos apóstolos buscavam escravizar a mente das pessoas com suas doutrinas enganosas; os seguidores de Balaão tentavam conquistar pessoas através da fraude; e o nome grego, Nikolaos, significa “ele conquista pessoas”. À guisa de comparação com o que se diz sobre os seguidores de Balaão (2.14) e de Nicolau (2.6, 15), presumimos que esses enganadores pertenciam ao mesmo grupo. Não obstante, admito que não há certeza sobre este ponto.
Em vista da ausência de informação nas cartas às igrejas de Éfeso e de
Pérgamo, só podemos conjeturar que o estilo de vida dos nicolaítas se caracterizava pela imoralidade, pela participação em comer alimento oferecido
aos ídolos e pela perversão da verdade (2.14-16).
Os cristãos de Pérgamo e de Tiatira se digladiavam com as mesmas doutrinas e estilo de vida fraudulentos (2.14-16, 20-24). Não obstante, nessas igrejas muitos sucumbiram ante as fascinações dos intrusos e, subseqüentemente, receberam palavras de repreensão por seu fracasso em seguir Jesus.

1. Quem eram os Jonios: Povo indo-europeu que se estabeleceu na Ática e no Peloponeso, foi a primeira das quatro etnias na Hélade, região da Grécia Antiga, as outras etnias sao os aqueus, eólios e os dórios, que seriam responsáveis pela formação do povo grego.
2. Templo de Ártemis de Ephesus.
Levou duzentos anos para ficar pronto - em 450 a. C. - na cidade de Éfeso.
Suas 127 colunas de mármore atingiam 19 metros de altura.
Depois de ter sido incendiado em 356 por Eróstrato, foi reconstruído (dessa vez em vinte anos) e destruído novamente em 262 pelos godos.
1. Fonte: www.culturabrasil.org

Fonte:
2. Antonio Gasparetto Junior, http://www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/jonios/
3. http://www.melodiasdaccb.kit.net/efeso.htm3
4. www.culturabrasil.org
5. Biblia de Estudo Anotada e Expandida
6. Prof.Jose Roberto A. Barbosa, www. Subisidioebd.blogspot.com
7. http://cosmovisao.blogspot.com.br/2006/12/os-nicolatas-nas-igrejas-evangelicas-de.html
8. Irineu, Contra Heresias 1.26.3; e 3.11.1; ver também Hipólito, Refutação de todas as Heresias 7.24.
9. Elisabeth Schüssler Fiorenza, The Book of Revelation: Justice and Judgment (Filadélfia: Fortress, 1985),
10. pp. 116-17; Hommer Hailey, Revelation: An Introduction and Commentary (Grand Rapids: Baker, 1979), pp. 123-24; Johnson, Revelation, p. 435. Outras sugestões são formuladas por R. Heiligenthal, “Wer waren die ‘Nikolaiten’? Ein Beitrag zur Theologiegeschichte des frühen Christentums”, ZNW 82 (1991): 133-37; W. M. Mackay, “Another Look at the Nicolaitans”, EvQ 45 (1973): 111-15
11. Apocalipse, Simon Kistemaker, Editora Cultura Cristã, p. 158-9.
12. Charles, Revelation, 1.52-53; Philip Edgcumbe Hughes, The Book of the Revelation: A Commentary (Leicester: Inter-Varsity; Grand Rapids: Eerdmans, 1990), p. 37; Hemer, Letters to the Seven Churches, p. 89; richard Baudkham, The Theology of the Book of Revelation, New Testament Theology (Cambridge: Cambridge University Press, 1993), p. 124. Comparar Terence L. Donaldson, “Nicolaitans”, ISBE, 3.534. Outros contestam. Ver Isbon T. Beckwith, The Apocalypse of John (1919; reimp., Grand Rapids: Baker, 1979), p. 460; também os comentários de Lenski, p. 90; Swete, p. 28; Thomas, 1.149. Aune observa: “Balaão é um nome pejorativo, enquanto Nicolau é um nome honroso.” Ver seu Revelation 1–5, p. 149.
13. http://www.monergismo.com/textos/comentarios/quem-eram-nicolaitas_s-kistemaker.pdf

terça-feira, 10 de abril de 2012

Principais Heresias acerca da natureza de Jesus Cristo

Ebionismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ebionismo (do hebraico אביונים, Evyonim, "pobres") , Seculo I,é o nome de uma das ramificações do Cristianismo primitivo, que pregava que Jesus de Nazaré não teria vindo abolir a Torá como prega a doutrina paulina. Desta forma, pregavam que tanto judeus como gentios convertidos deveriam seguir os mandamentos da santa Torá, o que levou a um choque com outras ramificações do Cristianismo e do Judaísmo.
As informações sobre os ebionitas ficaram registradas nos escritos dos pais da igreja.
Pelas informações que constam nos escritos dos pais da igreja, vemos que os ebionitas diziam que é necessário obedecer a todos os mandamentos da Lei judaica, inclusive ao mandamento de fazer a circuncisão, e que os gentios que se convertem a Deus devem fazer acircuncisão, e devem obedecer a todos os mandamentos da Lei, e que Jesus Cristo é o Messias, mas não é Deus, e que Jesus Cristo não nasceu de uma virgem, mas sim foi gerado por José, e que Paulo de Tarso foi um apóstata da Lei e não foi um verdadeiro apóstolo de Jesus Cristo, e que as Escrituras Sagradas são somente o Antigo Testamento e um único evangelho (chamado de Evangelho dos Ebionitas), que era considerado como sendo o Evangelho segundo Mateus, e era escrito em hebraico, e era menor do que o Evangelho segundo Mateus em grego que é usado pelos católicos, pois os católicos o consideravam como sendo incompleto e truncado.

Docetismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Docetismo (do grego δοκέω [dokeō], "para parecer") é o nome dado a uma doutrina cristã do século II, considerada herética pela Igreja primitiva.
Antecedente do Gnosticismo, defendia que o corpo de Jesus Cristo era uma ilusão, e que sua crucificação teria sido apenas aparente. Não existiam "docetas" enquanto seita ou religião específica, mas como uma corrente de pensamento que atravessou diversos estratos da Igreja.
Esta doutrina é refutada pela Igreja Católica e pelos protestantes com base no Evangelho de São João, onde no primeiro capítulo se afirma que "o Verbo se fez carne". Autores cristãos posteriores, como Inácio de Antioquia e Ireneu de Lião deram os contributos teológicos mais importantes para a erradicação deste pensamento, em especial o último que, na sua obra Adversus Haereses defendeu as ideias principais que contrariavam o docetismo, ou seja, a teologia do Cristocentrismo, a recapitulação em Cristo do Homem caído em pecado e a união entre a Criação, o pecado e a Redenção.
A origem do docetismo é geralmente atribuída a correntes gnósticas para quem o mundo material era mau e corrompido e que tentavam aliar, de forma racional, a Revelação disposta nas escrituras à filosofia grega. Esta doutrina viria a ser condenada como heresia no Concílio Ecumênico de Calcedônia.
[editar]Bibliografia
 PINHO, Arnaldo de. Docetismo in Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira da Cultura, Edição Século XXI, Volume IX, Editorial Verbo, Braga, Abril de 1999.

Cerintianismo:

Fundador Cerinto, acreditava que Cristo não nasceu Deus, mas tornou-se Deus no batismo, quando morreu Deus o abandonou, para recebê-lo na sua 2ª vinda, no final dos tempos.

Monarquianismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Monarquianismo, ou Monarquismo como é algumas vezes chamado, é uma série de crenças que enfatizam a Unidade Absoluta de Deus. A crença conflita com a doutrina da Trindade, que vê em Deus uma unidade composta pelo Pai, Filho e Espírito Santo. Os modelos propostos pelo monarquianismo foram rejeitados como heréticos pela Igreja Católica.
O Monarquianismo por si mesmo não é uma doutrina completa, mas um gênero do qual decorrem algumas espécies doutrinárias teológicas. Há basicamente dois modelos, contraditórios:
 O Modalismo, ou Sabelianismo considera que Deus seja uma pessoa, manifestando-se e operando em diferentes "modos", como Pai, Filho e Espírito Santo. O proponente desta visão foi Sabélio. A crença foi rotulada Patripassianismo por seus oponentes, por subentender que Deus, o Pai, teria sofrido na cruz.
 O Adocionismo entende que Deus é um ser, superior a tudo e completamente indivisível, defendendo a ideia de que o Filho não foi co-eterno com o Pai, mas que foi revestido de Deus (adotado) para os seus planos. Diferente versões do Adocionismo divergem quanto à hora da adoção por Deus, como a hora do seu batismo, ou de sua ascensão. Um antigo expoente desta crença foi Teodósio de Bizâncio.
De acordo com a Enciclopédia Católica, Natálio foi um patripassionista primitivo. Ele foi um Antipapa (bispo rival de Roma), logo antes do Antipapa Hipólito. De acordo com Eusébio, citando o Pequeno Labirinto de Hipólito, depois daquele ser "flagelado toda a noite pelos anjos santos", vestiu-se de sacos, e "após alguma dificuldade", ele submeteu-se à autoridade do Papa Zeferino
Outro defensor do Monarquianismo foi Paulo de Samosata, que todavia não se fixou entre nenhum dos dois modelos

Arianismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O arianismo foi uma visão Cristológica sustentada pelos seguidores de Arius, bispo de Alexandria nos primeiros tempos da Igreja primitiva, que negava a existência da consubstancialidade entre Jesus e Deus, que os igualasse, fazendo do Cristo pré-existente uma criatura, embora a primeira e mais excelsa de todas, que encarnara em Jesus de Nazaré. Jesus então, seria subordinado a Deus, e não o próprio Deus. Segundo Ário só existe um Deus e Jesus é seu filho e não o próprio. Ao mesmo tempo afirmava que Deus seria um grande eterno mistério, oculto em si mesmo, e que nenhuma criatura conseguiria revelá-lo, visto que Ele não pode revelar a si mesmo. Com esta linha de pensamento, o historiador H. M. Gwatkin afirmou, na obra "The Arian Controversy": "O Deus de Ário é um Deus desconhecido, cujo ser se acha oculto em eterno mistério"[1]

Apolinarianismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Apolinarianismo era o ponto de vista proposto por Apolinário de Laodicéia (310 - 390 d.C.), quem tentou criar um modo de explicar a natureza de Jesus, sua humanidade e divindade, segundo o qual Jesus Cristo teria um corpo humano, porém dotado de uma mente exclusivamente divina.
Foi qualificado como heresia, em 381, pelo Primeiro Concílio de Constantinopla, que definiu a posição ortodoxa de que Cristo seria totalmente homem e totalmente Deus.

Nestorianismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Padres nestorianos em procissão no Domingo de ramos
Pintura de parede do século VII ou VIII em uma igreja nestoriana na China
Nestorianismo é uma doutrina cristológica proposta por Nestório, Patriarca de Constantinopla (428 - 431 d.C.). A doutrina, que foi formada durante os estudos de Nestório sob Teodoro de Mopsuéstia na Escola de Antioquia, enfatiza a desunião entre as naturezas humana e divina de Jesus. Os ensinamentos de Nestório o colocaram em conflito com alguns dos mais proeminentes líderes da igreja antiga, principalmente Cirilo de Alexandria, que criticou-o particularmente por negar o título Theotokos ("Mãe de Deus") para a Virgem Maria. Nestório e seus ensinamentos foram condenados como heréticos no Primeiro Concílio de Éfeso em 431 d.C. e no Concílio de Calcedônia em 451 d.C., o que acabou por provocar o cisma nestoriano, no qual as igrejas que apoiavam Nestório deixaram o corpo da Igreja[1].
Porém, o crescimento da Igreja do Oriente no século VII d.C. e nos seguintes espalhou o nestorianismo por toda a Ásia. Há que se distinguir porém que nem todas as igrejas afiliadas com a Igreja do Oriente parecem ter seguido a cristologia nestoriana. A Igreja Assíria do Oriente, por exemplo, que reverencia Nestório, não segue a doutrina nestoriana histórica.

Doutrina e a Controvérsia Nestoriana
Nestório desenvolveu a sua cristologia como uma tentantiva de racionalmente explicar e entender a encarnação do divino Logos, a segunda pessoa da Trindade, no homem Jesus Cristo. Ele estudou em Antioquia, onde seu mentor fora Teodoro de Mopsuéstia. Ele e outros teólogos da escola já vinham há muito tempo ensinando uma interpretação literal da Bíblia e enfatizavam a diferença entre as naturezas humana e divina de Jesus. Nestório levou consigo estas crenças quando foi apontado Patriarca de Constantinopla pelo imperador Teodósio II em 438 d.C.
Os ensinamentos dele se tornaram então a raiz da controvérsia quando ele publicamente criticou o já tradicional título de Theotokos ("Mãe de Deus") para a Virgem Maria. Ele sugeriu que o título negava a humanidade plena de Cristo, argumentando que Jesus tinha duas naturezas vagamente relacionadas, a do divino Logos e a do humano Jesus. Assim, ele propôs o título Cristotokos ("Mãe de Cristo") como sendo mais adequado para Maria.
Os oponentes de Nestório acharam que este ensinamento estava muito próximo da já condenada heresia do adocionismo - a ideia que Cristo teria nascido um homem que foi depois "adotado" (escolhido) como filho de Deus. Nestório foi especialmente criticado por Cirilo,Patriarca de Alexandria, que argumentou que os ensinamentos de Nestório minavam a unidade entre as naturezas divina e humana de Cristo na Encarnação. Nestório por sua vez sempre insistiu que a sua visão seria a ortodoxa, mesmo depois que ela já tinha sido considerada herética pelo Concílio de Éfeso em 431 d.C., levando ao cisma nestoriano.
O Nestorianismo é uma forma de diofisismo e pode ser entendido como a antítese do monofisismo, que emergiu justamente como reação a ele. Enquanto o primeiro sustenta que Cristo teria duas naturezas vagamente unidas (divina e humana), o monofisismo contesta que ele teria apenas uma única natureza, a humana absorvida pela sua divindade. O monofisismo sobreviveu até hoje, transformado no Miafisismo das modernas igrejas do oriente.
Monofisismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Monofisismo (em grego monos - "um, único" - e physis - "natureza") é a posição cristológica de que Cristo tinha apenas uma natureza, sua humanidade tendo sido absorvido pela divindade. É uma visão contrária à calcedoniana, que afirma que Cristo manteve suas duas naturezas. O monofisismo sempre foi considerado herético pela igreja ocidental e pela maior parte da oriental.

Monotelismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O monotelismo foi uma heresia surgida na Igreja Católica Ortodoxa quando a teologia cristológica ainda possuía muitos adeptos de correntes distintas. Opôs-se ao nestorianismo (que afirmava haver em Jesus Cristo duas pessoas, a divina e a humana, o que foi condenado pelo Concílio de Éfeso, em 431).
Eutiques, arquimandrita de um mosteiro de Constantinopla, defendeu que, havendo uma só pessoa em Jesus Cristo, também devia haver uma só natureza, admitindo que a humana fora absorvida pela divina. A discussão foi turbulenta e a questão só foi definitivamente resolvida no Concílio de Calcedónia, em 451, que definiu haver em Jesus Cristo duas naturezas, a divina e a humana, subsistindo na única pessoa divina do Verbo encarnado. Esta definição não convenceu diversas comunidades, que continuaram a aderir ao monotelismo, algumas até hoje.
Tempos depois, o patriarca Sérgio I de Constantinopla, com a intenção de congraçar os monofisitas, proclamou que em Jesus Cristo, embora havendo duas naturezas, só havia uma vontade, pela identificação perfeita da vontade humana com a vontade divina, o que ficou conhecido na história das heresias por monotelismo. A questão ficou esclarecida no Terceiro Concílio de Constantinopla, em 681.

Adocionismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Batismo de Jesus, momento no qual, segundo os adocionistas, Jesus se tornou o Filho de Deus.
Detalhe da obra de Perugino, na Capela Sistina, no Vaticano.
Adocionismo (AO 1945: adopcionismo), também chamado deadocianismo, é uma visão teológica do cristianismo primitivo, que professa que Jesus nasceu humano, tornando-se posteriormente divino por ocasião do seu batismo, ponto em que foi adotado como filho de Deus.

Socinianismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O socianismo ou socinianismo sumaria as crenças dos socinianos, seguidores de Fausto Socino (falecido na Polônia, em 1604), que desenvolveu sua teologia inspirada em seu tio Lélio Socino (morto em 1562, em Zurique).
A doutrina sociniana é antitrinitária e considera que em Deus há uma única pessoa e que Jesus de Nazaré é um homem.
Os socinianos se estabeleceram principalmente na Transilvânia, Polônia e Países Baixos. Suas crenças, resumida no Catecismo Racoviano, são:
 A Bíblia era a única autoridade, mas tem que ser interpretada pela razão;
 Rejeição de mistérios;
 Unidade, eternidade, onipotência, justiça e sabedoria de Deus;
 A razão é capaz de compreender Deus para a salvação humana, mas sua imensidão, onipresença e ser infinito são além da compreensão humana, portanto desnecessárias à salvação.
 Rejeição da doutrina do pecado original;
 Celebração do batismo e da santa ceia como símbolos memorativos, sem serem eficazes meios de graça;
 Teologia liberal
 Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 (Redirecionado de Liberalismo teológico)

 Teologia liberal (ou liberalismo teológico) foi um movimento teológico cuja produção se deu entre o final do século XVIII e o início do século XX. Relativizando a autoridade da Bíblia, o liberalismo teológico estabeleceu uma mescla da doutrina bíblica com a filosofia e as ciências da religião. Ainda hoje, um autor que não reconhece a autoridade final da Bíblia em termos de fé e doutrina é denominado, pelo protestantismo ortodoxo, de "teólogo liberal".
 Oficialmente, a teologia liberal se iniciou, no meio evangélico, com o alemão Friedrich Schleiermacher(1768-1834), o qual negava essa autoridade e igualmente a historicidade dos milagres de Cristo. Ele não deixou uma só doutrina bíblica sem contestação. Para ele, o que valia era o sentimento humano: se a pessoa "sentia" a comunhão com Deus, ela estaria salva, mesmo sem crer no Evangelho de Cristo.
 Meio século depois de Schleiermecher, outro teólogo questionou a autoridade Bíblica, Albrecht Ritschl (falecido em 1889). Para Ritschl, a experiência individual vale mais que a revelação escrita. Assim, pregava que Jesus só era considerado Filho de Deus porque muitos assim o criam, mas na verdade era apenas um grande gênio religioso. Negou assim sistematicamente a satisfação de Cristo pelos pecados da humanidade, Pregava que a entrada no Reino de Deus se dava pela prática da caridade e da comunhão entre as pessoas, não pela fé em Cristo.
 Ernst Troeschl (falecido em 1923) foi outro destacado defensor do liberalismo teológico. Segundo ele, o cristianismo era apenas mais uma religião entre tantas outras, e Deus se revelava em todas, sendo apenas que o cristianismo fora o ápice da revelação. Dessa forma, tal como Schleiermacher, defendia a salvação de não-cristãos, por essa alegada "revelação de Deus" em outras religiões.

Unitarismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Unitarianismo)
Nota: Este artigo é sobre a corrente de pensamento teológico Cristão. Para a ideolgia política, veja Unitarismo (política).
O unitarismo (ou unitarianismo) é uma corrente de pensamento teológico que afirma a unidade absoluta de Deus. Há dois ramos principais do unitarismo, os Unitários Bíblicos que consideram a Bíblia como única regra de fé e prática, assemelhando as demais religiões cristãs evangélicas, exceto, claro, pela concepção unitária de Deus, e os Unitários Universalistas, surgido recentemente nos Estados Unidos, que pregam a liberdade de cada ser humano para buscar a sua própria Verdade e a necessidade de cada um buscar o crescimento espiritual sem a necessidade de religiões, dogmas e doutrinas.
Os unitários não devem ser confundidos com os unicistas. Os primeiros entendem que Deus é um e único, o Pai de Jesus Cristo [1].Já os Unicistas entendem que o Pai, o Filho e o Espírito são apenas manifestações diferentes do mesmo Deus.[2]
Apesar de sua origem em igrejas Cristãs, é geralmente identificado com as correntes de combate ao Trinitarianismo, teve diversas manifestações ao longo da História, com apoio por vezes parcial ou total com outros movimentos que compartilham seu comum desacordo com o dogma da Trindade, como o subordinacionismo, o arianismo, o serventismo ou o socianismo.
Desde o século XIX, uma ala do unitarismo contemporâneo, conhecido atualmente nos Estados Unidos como unitarismo universalista, deixou de impor credos ou de fazer provas de doutrina como critério de participação, enquanto a ala mais antiga, conhecido como unitarismo bíblico ou restauracionista procura seguir os preceitos cristãos conforme ensinados na Bíblia Sagrada.

Teologia dialética
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Teologia dialética (ou teologia da crise ou, ainda, teologia da Palavra) foi um movimento teológico que floresceu na Europa(particularmente na Alemanha) da década de 1920.
Reagindo ao liberalismo teológico, a teologia dialética tem em Karl Barth o principal nome. Além dele, outros teólogos tornaram-se conhecidos, como Emil Brunner, Friedrich Gogarten, Eduard Thurneysen e Rudolf Bultmann, por exemplo.
De uma forma geral, a teologia dialética apresenta duas características básicas. Em primeiro lugar, afirma-se que a própria revelação tem estrutura dialética, "na medida em que mantém unidos elementos que se excluem reciprocamente: Deus e homem, eternidade e tempo, revelação e história"[1]. Segundo, os próprios enunciados teológicos devem seguir esta metodologia dialética, exprimindo tanto a posição quanto a negação. O grande exemplo desta metodologia continua sendo o primeiro livro de Karl Barth, intitulado A Carta aos Romanos.
A teologia dialética encontrou o seu fim com a extinção, em 1933, da revista que era a porta-voz de suas idéias, a Zwischen den Zeiten.
Notas

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Salvação Pela Fé em Jesus Cristo

“Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício e logo em seguida tomou lugar para sempre à direita de Deus, onde espera de ora em diante que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés (Sl 109,1).
Por uma só oblação ele realizou a perfeição definitiva daqueles que recebem a santificação.
É o que nos confirma o testemunho do Espírito Santo. Depois de ter dito:
Eis a aliança que, depois daqueles dias, farei com eles - oráculo do Senhor: imprimirei as minhas leis nos seus corações e as escreverei no seu espírito, acrescenta: dos seus pecados e das suas iniqüidades já não mais me lembrarei (Jr 31,33s).
Ora, onde houve plena remissão dos pecados não há por que oferecer sacrifício por eles. ”
Hebreus 10: 12-18; Bíblia Católica Boa Nova



Um dos ensinamentos da Igreja Católica é a necessidade de algumas pessoas passarem por uma purificação após a morte como vemos no CIC 1030 ao CIC 1032, trecho que tem por titulo “A Purificação Final ou Purgatório”, esta doutrina fundamenta-se na idéia de que algumas pessoas que não alcançaram em vida a purificação necessária para entrarem no céu, fazendo menção ao que eles chamam de pecado venial, precisão passar por uma purificação para o fogo do purgatório para entrarem no céu, todavia as Sagradas Escrituras nos afirmam que “Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício” Hb 10:12, e que “Por uma só oblação ele realizou a perfeição definitiva daqueles que recebem a santificação” Hb 10:14 e ainda nos assegura que “dos seus pecados e das suas iniqüidades já não mais me lembrarei” Hb 10, ora se foi oferecido um único sacrifício por nossos pecados, já não se faz mais necessário outro sacrifício, se por uma só oblação Ele realizou a perfeição definitiva daqueles que recebem a santificação, não é mais necessário que precisemos passar por outra forma de purificação e se em cristo realmente recebemos o perdão de nossos pecados e Deus não mais se lembrará deles, então estou seguro de que não será necessária outra forma de purificação senão aceitar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador e permanecer nEle.